RIO DE JANEIRO  / AMPLIFICA RECORD

CLARA ANASTÁCIA

Clara Anastácia lança Diaba, single quente, ousado e desafiador. 

 

A criatividade, a ousadia e a estética marcantes do primeiro trabalho da carioca Clara Anastácia, o EP “Anastácia”, estão de volta mais vivos do que nunca em seu novo single, Diaba (2020), que chega às plataformas digitais acompanhado do videoclipe. 

Na batida quente da percussão, guitarra, baixo e teclados, a artista exalta a liberdade do Carnaval e dos corpos aglomerados, e cria uma personagem que desafia o patriarcado e a idealização da mulher sexy e perfeita. A inspiração para a letra foi a tradição de Anastácia e suas amigas de desfilarem na quarta-feira de Cinzas fantasiadas - é claro - de diabas. Assim como nas faixas do seu primeiro álbum, Diaba carrega referências à umbanda em letras curtas e expressivas.

            Proposta de Clara Anastácia

 

Sua proposta é resgatar a ancestralidade feminina, mais especificamente as matriarcas não-brancas. Ou, em suas próprias palavras, criar uma “macumbaria feminista”. Suas principais influências foram a peruana Susana Baca, pesquisadora da cultura afro-peruana e vencedora do Grammy Latino; Solange Knowles, irmã de Beyoncé que aposta em um trabalho sensível e elegante; e Erykah Badu, um dos nomes de maior destaque do soul e do hip-hop norte-americanos. Todas mulheres fortes, afro-descendentes e com algo a dizer.

 

Além de Diaba, Anastácia já tem outras composições finalizadas. Esta nova fase caracteriza-se pela serenidade, sutileza e pela força da energia feminina, com maior complexidade melódica. O som promete muita brasilidade, com ijexá, candomblé e ritmos pernambucanos. 

 

O seu próximo álbum, com lançamento previsto para o final de 2020, deverá ter uma estrutura mais “organizada” que o EP de estreia, com começo, meio e fim. Diaba cumprirá o papel de um purgatório e, no ápice, “a mulher engole o machismo”, avisa a compositora. Se você já está vendo as cenas, sinta-se entrando no universo performático de Clara Anastácia.

  Lançado em 2018 e elogiado por crítica e público, o EP “Anastácia” conta com seis faixas autorais, carregadas com a potência das sonoridades do jazz e do afrobeat, além de forte referência da música dos terreiros e letras que amarram a religião à ancestralidade negra, à diáspora e ao feminismo. A produção é de João Werneck, que acompanha a maior parte das músicas na guitarra e também foi o responsável por incentivá-la a gravar o álbum.

    Uma artista  com transdisciplinaridade

 

Clara Anastácia  é desses artistas que amam as palavras e os sons e por isso pode brincar com os dois, não só é capaz de compor músicas alegres e dançantes, como também pode encantar com músicas que falam da intensidade dos sentimentos.

Ela prendeu a cantar no terreiro, rezando para os orixás. Quando criança, quis fazer primeira comunhão, mas tinha dificuldade em decorar as orações. Por outro lado, na umbanda, tudo fluía com naturalidade, tanto que ela passou várias madrugadas cantando, fazendo da música sua companhia nas noites de insônia.

 

Não é por acaso que a estética chama a atenção em seu trabalho. Anastácia se descobriu primeiro nas artes visuais e no teatro, para depois desaguar na música. Entre suas referências estão Clementina de Jesus, Elza Soares, Gilberto Gil, Jorge Ben e Clube da Esquina. Quando ouviu pela primeira vez “A Mulher do Fim do Mundo”, de Elza, Anastácia já tinha algumas composições, mas percebeu o que faltava nelas: intensidade. Visceralidade.

 

A musica de  Clara  Anastacia é  vem com inovação musical  num caldeirão de ritmos , 

Estilo:  MPB,  Afrosoul, R&B e vários estilos regionais brasileiros.

Territórios: Mundo /

Tripulação - 4 pax

Gravadora: Amplifica Record + Fluve

    

Em Pinho Sol, quem dá a ordem é a percussão, convidando a mexer o corpo como se ninguém estivesse olhando. Anastácia considera esta música a mais completa do seu primeiro álbum, e também um direcionamento, ao lado de Peixe, do que viria a seguir. Isso porque, para a artista, seu primeiro trabalho foi experimental. Ela expressou o que sentia, quase como um desabafo. Agora, Anastácia sabe o que quer falar. 

 

    

Em Babalaô e Jurema, a umbanda domina no ritmo e na poesia. A faixa Anastácia traz a levada rítmica do afrobeat, e a artista aproveita para se apresentar nos versos: “Preta pretinha, descendente de Anastácia, minha preta velha rainha/ Preta não vem pra ser calada, eu vim aqui pra gritar bem alto/ Eu tô aqui é para cantar”. Se apresentar e homenagear a mãe, que perdeu ainda na infância.

 

    

Um dos destaques é Peixe, um rito de passagem com quase sete minutos e meio de

duração, que começa melancólica e ganha intensidade aos poucos. “Sou mulher, posso ser

peixe/Minha mãe que me disse assim/Cuidado quando a noite boceja/O rio finge que vai

dormir”. O clipe foi gravado em uma cachoeira, mais uma referência às religiões afro-

brasileiras.

 

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